Psoríase pustulosa palmoplantar como efeito paradoxal do uso de adalimumabe

relato de caso

Autores

  • Fernanda Del Pintor Bidoia Universidade do Oeste Paulista
  • Eduardo Vinicius Mendes Roncada Universidade do Oeste Paulista
  • Luiza Vasconcelos Schaefer Universidade do Oeste Paulista
  • Marilda Aparecida Milanez Morgado de Abreu Universidade do Oeste Paulista
  • Gisele Keiko Machado Shimizu Universidade do Oeste Paulista
  • Katarine Tronco Gasparini Universidade do Oeste Paulista

Palavras-chave:

Efeitos colaterais e reações adversas relacionados a medicamento, adalimumab, psoríase, espondilite anquilosante, pele

Resumo

Contexto: A psoríase é uma doença crônica com taxa de prevalência variável no mundo, e com uma infinidade de opções terapêuticas para o seu tratamento. Para as formas mais graves ou associadas a outras comorbidades, vem se destacando o uso dos imunobiológicos. Dentre estes, os antagonistas do fator de necrose tumoral alfa apresentam grande espectro de uso em todo o território nacional. Descrição do caso: Homem de 36 anos de idade, tabagista, fez uso de infliximabe por dois anos devido a espondilite anquilosante, com insucesso terapêutico, mas sem efeitos adversos. Devido à má resposta clínica, a medicação foi substituída por adalimumabe e, após quatro anos de uso deste imunobioló- gico, o paciente evoluiu com lesões eritematosas-descamativas encimadas por pústulas estéreis na região palmoplantar. Não tinha história pessoal ou familiar de psoríase, sendo realizado o diagnóstico de efeito paradoxal ao uso da medicação imunobiológica, caso raro. Discussão: Os efeitos adversos dos imunobiológicos incluem infecções, reativação de infecções latentes, insuficiência cardíaca, efeito paradoxal. Este últi- mo consiste no aparecimento de psoríase em pacientes que usavam imunobiológicos devido a outras doenças de base; exacerbação de uma psoríase já em tratamento; ou surgimento de novas formas de psoríase. São reações raras, porém causam grande prejuízo na qualidade de vida do paciente, podendo até interferir no tratamento em andamento. Conclusões: Os efeitos paradoxais são divididos entre lesões de novo nos pacientes ou exacerbação de uma patologia previamente existente. Isso dificulta o diagnóstico do efeito adverso e, muitas vezes, retarda o tratamento do paciente. Buscamos, com este relato, alertar os médicos sobre a doença e seu tratamento.

Biografia do Autor

Fernanda Del Pintor Bidoia, Universidade do Oeste Paulista

Médica em especialização em regime de equivalência à Residência Médica pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em Dermatologia pelo Hospital Regional de Presidente Prudente, Universidade do Oeste Paulista.

Eduardo Vinicius Mendes Roncada, Universidade do Oeste Paulista

Dermatologista e professor da Disciplina de Dermatologia pela Universidade do Oeste Paulista.

Luiza Vasconcelos Schaefer, Universidade do Oeste Paulista

Dermatologista e professora da Disciplina de Dermatologia pela Universidade do Oeste Paulista.

Marilda Aparecida Milanez Morgado de Abreu, Universidade do Oeste Paulista

Dermatologista e chefe da Residência de Dermatologia do Hospital Regional de Presidente Prudente, Universidade do Oeste Paulista.

Gisele Keiko Machado Shimizu, Universidade do Oeste Paulista

Dermatologista, consultório particular.

Katarine Tronco Gasparini, Universidade do Oeste Paulista

Médica em especialização em regime de equivalência à Residência Médica pela Sociedade Brasileira de Dermatologia em Dermatologia pelo Hospital Regional de Presidente Prudente, Universidade do Oeste Paulista.

Referências

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Publicado

2018-04-12

Como Citar

1.
Bidoia FDP, Roncada EVM, Schaefer LV, Abreu MAMM de, Shimizu GKM, Gasparini KT. Psoríase pustulosa palmoplantar como efeito paradoxal do uso de adalimumabe: relato de caso. Diagn. tratamento. [Internet]. 12º de abril de 2018 [citado 30º de outubro de 2026];23(2):45-9. Disponível em: https://periodicosapm.emnuvens.com.br/rdt/article/view/118

Edição

Seção

Relato de Caso