Etiologia e perfil de resistência bacteriana em uroculturas de pacientes atendidos em um hospital público de Macapá-Amapá, Brasil. Um estudo transversal

Autores

  • Maria José Amador dos Santos Faculdade Estácio de Macapá (AP)
  • Claude Porcy Faculdade Estácio de Macapá (AP)
  • Rubens Alex de Oliveira Menezes Faculdade Estácio de Macapá (AP)

Palavras-chave:

Antibacterianos, técnicas de laboratório clínico, epidemiologia, infecções urinárias, infecção hospitalar

Resumo

Introdução: A automedicação ocorre, em especial, por fatores sociais, econômicos e culturais, podendo refletir na eficácia do tratamento antibacteriano, devido à adaptação das bactérias aos antibióticos de primeira escolha. A resistência bacteriana é uma problemática mundial. Objetivo: Verificar a etiologia e o perfil de resistência de bactérias isoladas em uroculturas frente aos antibióticos comumente utilizados em um hospital no município de Macapá (AP), Brasil. Métodos: Trata-se de um estudo transversal com coleta de dados no sistema de registros cadastrais do Laboratório Central de Saúde Pública do Amapá, onde foram processadas as uroculturas oriundas do hospital-alvo deste estudo, no período de junho de 2016 a junho de 2018. Resultados: Os resultados demonstraram que, das 2.078 uroculturas, 289 (13,9%) eram positivas, sendo 55% de pacientes do sexo feminino. As infecções urinárias foram causadas, predominantemente, por enterobactérias Escherichia coli (50,4%) e Klebsiella pneumoniae (21%), sendo sensíveis ao meropenem e à amicacina, e respectivamente resistentes às quinolonas norfloxacina (63% e 66%) e ciprofloxacina (61% e 46,6%). Por outro lado, Staphylococcus aureus (1,4%) apresentou maior resistência à eritromicina (100%) e à oxacilina (50%). O Enterococcus faecalis (5%) foi mais resistente aos antibióticos ciprofloxacina, ampicilina e gentamicina, com 35,7%. Conclusão: Os uropatógenos foram mais frequentes no sexo feminino entre a faixa etária de 40 a 79 anos. Os microrganismos mais isolados foram as bactérias Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, que apresentaram perfil de resistência às quinolonas norfloxacina e ciprofloxacina, o que foi associado ao frequente uso empírico destes fármacos no tratamento de infecções do trato urinário. Verificou-se a existência de bactérias como Burkholderia cepacia e Stenotrophomonas maltophillia, que, por serem resistentes à maioria dos fármacos clinicamente utilizados, representam preocupação especial para os pacientes em condições de imunodepressão.

Biografia do Autor

Maria José Amador dos Santos, Faculdade Estácio de Macapá (AP)

Acadêmica do Curso de Graduação em Biomedicina da Faculdade Estácio de Macapá, Macapá (AP), Brasil.

Claude Porcy, Faculdade Estácio de Macapá (AP)

Biomédico, mestre em Biologia Parasitária e professor de Microbiologia do curso de Graduação em Biomedicina da Faculdade Estácio de Macapá, Amapá (AP), Brasil.

Rubens Alex de Oliveira Menezes, Faculdade Estácio de Macapá (AP)

Enfermeiro, doutor em Biologia de Agentes Infecciosos e Parasitários e professor adjunto do curso de Enfermagem da Universidade Federal do Amapá. Docente e Coordenador do Laboratório de Estudos Morfofuncionais e Parasítarios (LEMP) da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), Macapa (AP), Brasil.

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Publicado

2019-10-07

Como Citar

1.
Santos MJA dos, Porcy C, Menezes RA de O. Etiologia e perfil de resistência bacteriana em uroculturas de pacientes atendidos em um hospital público de Macapá-Amapá, Brasil. Um estudo transversal. Diagn. tratamento. [Internet]. 7º de outubro de 2019 [citado 29º de outubro de 2026];24(4):135-42. Disponível em: https://periodicosapm.emnuvens.com.br/rdt/article/view/255

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Artigo Original