Um retrato das mortes por causas externas no estado de São Paulo, 2003
Palavras-chave:
Coeficiente de mortalidade, Violência, Prevenção de acidentes, Homicídio, Acidentes de trânsitoResumo
CONTEXTO E OBJETIVO: No estado de São Paulo as causas externas de morte são um importante problema de saúde pública. A cada ano, cerca de 32.000 pessoas morrem e outras 180.000 são hospitalizadas devido a essas causas. O objetivo deste trabalho foi analisar dados de mortes por causas externas para o estado de São Paulo, 2003. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo descritivo com base populacional. Realizado no Estado de São Paulo, 2003. MÉTODO: O universo de 31.032 mortes por causas externas foi analisado. O banco de dados utilizado foi o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM/DATASUS). Os dados foram estratificados por sexo, idade, intencionalidade e mecanismo da causa externa. As taxas brutas foram calculadas por 100.000 habitantes. RESULTADOS: A taxa de mortalidade encontrada foi 80,2/100.000 (140,2/100.000 para os homens e 22,4/100.000 para as mulheres). Taxas mais altas foram encontradas entre os homens, os jovens e os idosos. As mortes classificadas como intencionais foram 49,7%, enquanto que as não intencionais foram 39,7%. Homicídios foram a principal causa, 44,6% do total (35,8/100.000), seguidas pelos acidentes de transporte terrestre, 22,3% do total (17,9/100.000). Armas de fogo tiveram um importante papel nas mortes por homicídios. A intencionalidade e o mecanismo da causa externa variaram de acordo com a idade da vítima. CONCLUSÕES: Os resultados indicam a necessidade de desenvolver estratégias para a prevenção do problema, que devem levar em conta as diferenças existentes entre as faixas etárias no que diz respeito à intencionalidade e mecanismo da lesão. Especial atenção deve ser dada aos homicídios e aos acidentes de transporte.
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