Biópsia dirigida por tomografia computadorizada

experiência em 1.300 procedimentos

Autores

  • Rubens Chojniak Hospital do Câncer A. C. Camargo
  • Rony Klaus Isberner Hospital do Cancer A. C. Camargo
  • Luciana Marinho Viana Hospital do Câncer A. C. Camargo
  • Liao Shin Yu Hospital do Câncer A. C. Camargo
  • Alessandro Amorim Aita Hospital do Câncer A. C. Camargo
  • Fernando Augusto Soares Hospital do Câncer A. C. Camargo

Palavras-chave:

Biópsia por agulha, Tomografia computadorizada por raios X, Neoplasias, Agulhas, Biópsia por agulha fina

Resumo

CONTEXTO E OBJETIVO: Biópsia percutânea dirigida por tomografia computadorizada (TC) é amplamente aceita como um procedimento efetivo e seguro para diagnóstico em muitas situações clínicas. Sensibilidade, especificidade e acurácia dependem do sítio de biópsia e do tipo de agulha utilizada. Alguns estudos demonstraram vantagem no uso de agulhas cortantes em relação as agulhas finas tipo “Chiba”. Este estudo apresenta a experiência de um centro de oncologia em biópsias guiada por TC. TIPO DE ESTUDO E LOCAL: Estudo retrospectivo realizado no Hospital do Câncer, A. C. Camargo, São Paulo, Brasil. MÉTODOS: 1.300 biópsias consecutivas executadas de julho de 1994 a fevereiro de 2000 foram analisadas. A indicação foi presença de nódulo ou massa suspeita de neoplasia maligna primária em 845 (65%) casos e de metástase em 455 (35%). 628 biópsias foram realizadas em lesões torácicas, 281 abdominais, 208 retroperitoneais, 134 músculo-esqueléticas, e 49 na região de cabeça e pescoço. 765 (59%) biópsias foram executados com agulha fina tipo “Chiba” de 22 gauge com técnica de punção aspirativa e 535 (41%) com agulha cortante automática tipo “Tru-cut” de 16 gauge ou 18 gauge. RESULTADOS: Amostra apropriada foi obtida entre 70% e 92% das punções com agulha fina e de 93 a 100% das biópsias com agulha cortante. Diagnósticos específicos variaram entre 54 a 67% para agulha fina e de 82 a 100% para agulha cortante, dependendo do local da biópsia. Os índices de obtenção de amostra adequada e diagnóstico específico sempre foram melhores para a biópsia com agulha cortante. Em 530 biópsias pulmonares ocorreram 84 pneumotóraces (16%), e dois casos de hemotóraces (0,3%). Drenagem foi necessária em 24 casos (4,9%). Em biópsias abdominais ocorreram dois casos de hemorragia importante e um caso de peritonite; dois pacientes necessitaram cirurgia. Um implante tumoral no trajeto da biópsia foi observado em portador de carcinoma renal localmente avançado. CONCLUSÃO: Ambos os tipos de agulha mostraram resultados satisfatórios, mas, em nossa visão, agulha cortante deve ser utilizada quando um diagnóstico específico é desejado, sem levar a maior incidência de complicações.

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Biografia do Autor

Rubens Chojniak, Hospital do Câncer A. C. Camargo

MD, PhD. Department of Radiology, Hospital A. C. Camargo, São Paulo, Brazil.

Rony Klaus Isberner, Hospital do Cancer A. C. Camargo

MD. Department of Radiology, Hospital A. C. Camargo, São Paulo, Brazil.

Luciana Marinho Viana, Hospital do Câncer A. C. Camargo

MD. Department of Radiology, Hospital A. C. Camargo, São Paulo, Brazil.

Liao Shin Yu, Hospital do Câncer A. C. Camargo

MD. Department of Radiology, Hospital A. C. Camargo, São Paulo, Brazil.

Alessandro Amorim Aita, Hospital do Câncer A. C. Camargo

MD. Department of Radiology, Hospital A. C. Camargo, São Paulo, Brazil.

Fernando Augusto Soares, Hospital do Câncer A. C. Camargo

MD, PhD. Department of Pathology, Hospital A. C. Camargo, São Paulo, Brazil.

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Publicado

01/01/2006

Como Citar

1.
Chojniak R, Isberner RK, Viana LM, Yu LS, Aita AA, Soares FA. Biópsia dirigida por tomografia computadorizada: experiência em 1.300 procedimentos. Sao Paulo Med J [Internet]. 1º de janeiro de 2006 [citado 4º de setembro de 2026];124(1):10-4. Disponível em: https://periodicosapm.emnuvens.com.br/spmj/article/view/2198

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Artigo Original